Então, delicadamente, ela pegou aqueles fios dourados e teceu um coração sedento...
Criou alguém que poderia ser mais uma dor de suas vontades.
Fitava-os como se esperasse qualquer palpitação repentina, talvez esperançosamente essa fosse a única forma de retribuição dos dias em que o havia tecido.
Esperava que reluzisse em seus olhos algum tipo de alegria efêmera, ou ate mesmo um momento de clarão... A luz apagaria qualquer tipo de lembrança, e então ela seria outra.
Aconteceria de fato, senão fosse tão contrario ao sentido do ser, por mais dolente e desconcertante, era essa a sensação de mais uma experiência de saber que as coisas se completam através da transmentalização... E que passa um dia... Afinal.
Pegou aquele emaranhado dourado,costurando na carne de sua alma para que ele bebesse água viva.
Marilia de Almeida - Feira de Santana- BA
Marília, uma grande amiga que por conta do destino encontra-se um tanto distante( fisicamente.rs) Valeu pelo texto, mah!
ResponderExcluir