segunda-feira, 25 de abril de 2011


 Vi a moça de vestido vermelho
Parecia-me tão distante, pertencia mesmo a outro mundo
Não consegui desprender dos seus belos olhos, de inúmeras cores
Vi-me completamente atraído por sua totalidade
Lábios avermelhados, um mesmo tom de seu curto e deslumbrante vestido
Bochecha rosada, face levemente pintada, era encantadora, viva!
Belas pernas envolvidas de uma discreta meia cor da pele,
 Belos longos cabelos escuros que lhes cobria as costas nuas,
Atraía a todos que ali estavam
Tinha a leveza no caminhar
Uma típica mulher que transborda desejo e paixão
Podia cobrir qualquer homem de amor e prazer
Entretanto, tinha um mistério insondável
Parecia estar triste, um olhar absorto
Era dia de festa, lá estava em meio à multidão
Mas estava só, completamente só
Estava tomada de solidão
Tão bela tão desejada
Porém, tão distante e tão impenetrável
Era a mulher dos meus sonhos
Era a mulher que vivia em sonhos
Oh! Dama do vestido vermelho
Que mal fizeram a ti para ser tão gélida?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

 

Saudade arde

E é por falta de palavras que eu escrevo
E no meu pensar te vejo
E te sinto no meu respirar..
Faço, não faço o que quero...
Ao menos espero
Não mais te contactar
E por falta do teu cheiro
Anseio pelo teu odor
Anseio pelo teu ardor
E por falta do sentir, ressinto ainda mais.
E por essa saudade
Talvez ainda presente...
Talvez ansiedade...
Sua vaidade me aprisiona.
E no meu colo se destrona
E no meu colo tão tarde
Sua saudade arde.

By: Heder Novaes e Ayala
 
segue o blog de onde retirei o poema: http://www.kuririnn.blogspot.com/

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mais um dia

Passos largos a vagar...
Planos que se dissiparam no ar...
Respire... É apenas mais um dia...
O silêncio que virou alento...
Diálogos que estiveram aqui por um momento...
Respire... É apenas mais um dia...
Olhos que outrora poderiam se cruzar...
Mãos que nunca foram sentidas...
Restando apenas algumas lembranças...
Da canção jamais esquecida...
Dos setembros não vividos...
Mas que está onde sempre esteve...
É apenas mais um dia...
Tardes sob o sol de outono...
Ventos que levaram o vagido e o riso...
Palavras que não foram ditas por algum engano...
Respire... Só respire...
Passos largos a vagar...
Não se pode ver o que se esta distante...
Preferindo não se importar...
E então seguir adiante...
Eram histórias que tinham que ficar...
Imaginando acenos na sacada da janela...
Mesmo que por alguma demora...
Era agradável a espera...
Saudades de onde nunca esteve...
Cartas que foram escritas...
Tudo parecia ser bem melhor...
No recanto da lucidez aquecida...
Versos lidos, relidos, batidos...
Aquele velho vício de querer ficar mais...
Mesmo que por alguns instantes...
Vale a pena... Vale escritos no papel...
Respire...
E o silêncio que ficou perdurando por algum motivo...
Era mais fácil se dar por esquecido...
Do que seguir o crepúsculo...
De certo seria aqui, agora...
Ou adiado pra outra hora...
Nada precisava ser dito...
Se apenas um estranho foi embora.



Marília de Almeida