domingo, 3 de julho de 2011

A Guerra...


Sabe aquela guerra que pegamos a nossa melhor arma, fazemos a melhor estratégia, que ouvimos os melhores conselhos, buscamos os melhores atalhos, nos preocupamos em combater o inimigo e aguardamos a vitória??!
Pois bem, a minha vida se assemelha a essa guerra, porém é uma guerra interna comigo mesma, onde meu maior inimigo são os sentimentos, as recordações, tudo que queima e faz doer...
Então coloco minha melhor roupa e vou à luta, a luta do dia- a – dia, de desvencilhar de tudo que o faz lembrar, luto com a arma do “ não preciso dele”, “ tudo está ótimo”, digo ao meu coração que ele está louco, que nunca houve alguém que me ferisse tanto, digo aos meus olhos que toda aquela beleza não passava de um disfarce, e assim vou lutando contra tudo e todos, luto para apagá-lo de vez da minha vida, é uma luta constante que mais parece não ter fim...
É aí que um dia como esse, quando tiro minha armadura, afasto minha arma e fecho meus olhos, que percebo que toda essa batalha não passa de uma ilusão, de fingimento, que nunca irei ganhar essa guerra, e explico-lhes o por quê:
Quando coloco minha armadura, já penso na mais bonita para atraí-lo
Quando escolho minha arma, procuro a de menor potencial para não ferí-lo gravemente
Quando traço a estratégia de ataque, procuro os caminhos mais fáceis que me levem o mais rápido até seus braços
Até ouço os mais velhos, bons conselhos... Mas não são para mim
Meu inimigo? Meu orgulho, minha teimosia, minha persistência...
Vitória? Sim, sou Vitoriosa!
Sou vitoriosa por amá-lo incondicionalmente e às vezes sou até capaz de enganar a mim mesma com essa história de “estou lutando para esquecê-lo”, quando realmente nunca o quis!